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Coincidentemente, por volta do mesmo período, em abril de
1928, um patologista romeno, Aurel Babes publicou o primeiro trabalho
sobre o assunto intitulado "Diagnóstico do câncer do colo uterino por
esfregaços", na revista especializada francesa, La Presse Medicale. O
reporte tinha sido apresentado anteriormente em 23 de janeiro de 1927,
durante uma conferência da Sociedade de Ginecologia de Bucareste. Babes
estabeleceu claramente que o método era aplicável no diagnóstico de
cânceres precoces, que ainda não tinham invadido o estroma. A sua
descrição das alterações citológicas em câncer cervical são tão
detalhadas, que são válidas ainda hoje, mais de 50 anos depois. Em 1931,
Babes registrou que Kermauner e Schiller utilizando um método modificado
do esfregaço vaginal para o diagnóstico em grande escala de câncer
cervical, obtiveram bons resultados. O sentimento da época não
contribuiu para a implantação de rotina da técnica, expressado pelo
proeminente oncologista James Ewing, considerando o exame citológico
supérfluo, já que o colo era acessível à biópsia.
Contribuição também importante na área, foi o trabalho de Dr. Odorico
Viana, diretor da Escola de Obstetrícia e Hospital Maternidade de
Verona, Itália. Nascido em Portugal em 1877, morreu em 1942, depois de
uma vida ativa e produtiva na especialidade da ginecologia e
obstetrícia. Influenciado grandemente por Aurel Babes, Viana reportou
suas própria experiência no diagnóstico de esfregaços citológicos. Ele
estabeleceu a importância da nova técnica, que considerou um tipo de
biópsia. Viana, confirmou a presença de características e constantes
alterações nas células cancerosas. Indicou ainda as dificuldades
diagnósticas no esfregaço e estabeleceu a importância da confirmação com
a biópsia convencional. Em todos os seus casos, a histopatologia
confirmou o diagnóstico dado pelo esfregaço. (voltar
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